quarta-feira, 12 de junho de 2013

Percebendo-te...



Já respiro um pouco melhor, e re-aspiro por você... Esse est percipi!



            Ontem a Asma me consumia na cama, assim, num pretérito imperfeito. Hoje, lendo o que escrevi, percebo que, de fato, a Asma é um ente consciente e cheio de personalidade. Sempre me acordou no meio da noite, e agora, escreve coisas por mim. Ora, onde que eu em sã consciência diria que “as mais sóbrias das aspirações se dão no auge da asma”?
            Em suma, hoje eu estou em condições – um pouco – melhores que ontem... Espero que este “um pouco” melhor se reflita nos próximos textos. Aquilo foi escrito por alguém que sobrevivia com poucas, e rápidas, lufadas de ar... Acho que isso se refletiu na forma: Sucinta e salteada (com pouca fluência, digo...).
            Pensando bem, o texto não está tão ruim assim. Não é justo atribuir todo o mérito à Asma. Há algo de meu ali, com certeza.
            Acho que esse ontem foi anteontem... Talvez você seja importante, mesmo, e o Tempo não (pra quê contar muito?).
            É preciso falar sobre você, para você mesma, que deve estar aí, entre aqueles que, um dia, poderão ler isso... Sabe, seu eu te inventei, é preciso que eu conte a sua própria gênese.
            Por enquanto, salvo o texto em alguma pasta bem longe dos meus arquivos de poemas... Não quero que você salte de lá para cá e leia o que estou a escrever. Mas, talvez, você já esteja lendo. Acho que te citar te “presentifica”... Esse est percipi!
           
Talvez, você não estivesse aqui se eu escrevesse "ela"... É como se eu te chamasse, Naná!
             Acho que preciso escrever sobre nós, mais do que nunca... E acho também, para os devidos fins de esclarecimento, que faltou oxigênio no meu cérebro, depois de sucessivas crises... Eu me acho normal, mas isso pode explicar algumas questões.

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