Você precisa escrever melhor, moço bonito... Não que eu não goste, mas há tantas coisas interessantes do que falar.
Esqueça-a!
segunda-feira, 17 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
Ela leu: “eu”...
Leu:
“eu”?! Mas este "eu" não é sobre você, ainda!
Tenho por nome, Nário Gangá e devo dizer que não espero falar sobre muita coisa de minha pessoa, mas tão somente do meu ser.
A melhor maneira de falar sobre seu “Eu interior” é falar sobre o que eu sou. Na verdade, nada que é “interior” às pessoas interessa muito. O que interessa, na verdade, é aquilo que poderia ser externado, e eternizado, mas não o é por algum receio moral, emocional ou social. Aí está o segredo da coisa: o que importa são os segredos ou o “pouco conhecido”!
Vou
contar os meus segredos: Um, dois, três, quatro, cinco... Pronto, acho que a primeira
coisa interessante é: Eu não sou boa com piadas. Isso explica o porquê de você
rir tão pouco. Isso é muito mais interessante do que falar sobre seus problemas
consigo mesmo. É hora de falar sobre você... Você interessa, por
agora... depois quero ver o que tens a dizer sobre ela.
Eu
sou um ser que decidiu consagrar a vida à Poesia, ao Drama e à prosa... Não necessariamente
à literatura ou à língua mãe. Gosto de escrever! Isso basta! Acho que isso é
usado como um critério importante para que eu me aproxime de alguém. As pessoas
devem gostar do fato d’eu escrever e devem gostar de qualquer que eu escreva
(na ordem que eu coloquei)!
Não
aceito que alguém goste mais do que eu escrevo do que de mim... É paradoxal –
bem sei – para alguém que jurou dedicar a vida à Poesia, Drama e Prosa! Mas eu
me aceito muito bem como um ser paradoxo, desde que eu seja paradoxo e, concomitantemente,
coerente. (Paradoxal, não?!).
Eu
escrevo o que sou, mas o que escrevo acaba passando a ser o que eu serei para
você, que lê. Assim, pouco importa as minhas motivações para escrita ou o meu
método. Isso está diluído em tudo... Para que escrever sobre a minha escrita?
Minha escrita não tem uma forma e uma temática? Leia, e saberá tudo o que
interessa saber sobre meu lado escrevinhador...
Se um
dia me disser que sou bom, direi, como um cristo: “Bom é Manuel Bandeira”!
Já
falamos de mais sobre mim, agora vamos falar sobre quem eu sou.
Sou
alguém que não acredita em horóscopo, mas se acreditasse (hipoteticamente),
diria que o melhor signo é o de Leão, por ser livre da ditadura da humildade,
amiga da hipocrisia, que impede que as pessoas saibam quem são, tanto as
outras, quanto a si mesmas... Você, minha querida, jamais saberia o porquê de
suas qualidades se não fosse pelo fato d’eu falar das minhas. Horóscopo, a meu
ver, é como a Bíblia: Não precisa acreditar, mas tem que conhecer, nem que seja
para puxar assunto. É ser ocidental!
Tenho baixa autoestima, apesar de estimar
bastante o que sou. Sou o que quero ser no máximo de minhas possibilidades. As
pessoas dizem que isto é um problema a ser superado, mas creio que as pessoas
devem ser constantemente superadas.
Acho
melhor eu para de escrever este “Ecce
homo” pessoal... Mas interpretar a mim é interpretar a você. É imoral
aceitar que alguém pode ser melhor que você. Não devemos ser os melhores
humanos que existem?!
Se,
mesmo depois de demonstrar minha capacidade de “auto adjetivação”,
você insistir que eu sou bom, direi, como um Zaratustra: “Bom é Nietzsche”!
Meu
nascimento foi típico de um herói... Dificuldade para achar maternidade e esse
tipo de coisa.
Cresci, na ignorância dos heróis, como um bom
cristão, até que tive aquela luz reveladora que os heróis têm (sabe?!) que
aumenta a percepção sobre quem é e sobre a sua missão: Eu me descubro, além de
cristão e protestante, darwinista, marxista, nacionalista, agnóstico teísta,
petista... Algumas dessas coisas se combinariam entre si? Não, até que eu
nascesse. E a ti, dei muito disso, mas não tudo. Tudo o que crio são
reformulações desses paradoxos, na verdade, amenizo-os.
Como um herói que se dê ao respeito, devo ter alguma chaga. Eu sou asmático (como o Che Guevara) e luto contra ela até perder o fôlego... Muito do que escrevo, como já disse, e voltarei a dizer, é divido à constante falta de oxigênio no cérebro.
Como um herói que se dê ao respeito, devo ter alguma chaga. Eu sou asmático (como o Che Guevara) e luto contra ela até perder o fôlego... Muito do que escrevo, como já disse, e voltarei a dizer, é divido à constante falta de oxigênio no cérebro.
Quanto
à morte heroica, ela acontece todos os dias, enquanto escrevo abstêmio. São
tiros e tiros e tiros na minha cabeça para ver se sobre esta tela escorre algo
de interessante.
Cansei...
O resto de mim você verá em ti, em quem ler isso (pois teria que se identificar
minimamente em algo para não sentir a “náusea humilde”), e é claro, na forma... Para sintetizar tudo o que dissera, digo: EU SOU O "SER" DO "SER OU NÃO SER!
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Percebendo-te...
Já
respiro um pouco melhor, e re-aspiro por você... Esse est percipi!
Em suma, hoje eu estou em condições – um pouco – melhores que ontem... Espero que este “um pouco” melhor se reflita nos próximos textos. Aquilo foi escrito por alguém que sobrevivia com poucas, e rápidas, lufadas de ar... Acho que isso se refletiu na forma: Sucinta e salteada (com pouca fluência, digo...).
Pensando bem, o texto não está tão ruim assim. Não é justo atribuir todo o mérito à Asma. Há algo de meu ali, com certeza.
Acho que esse ontem foi anteontem... Talvez você seja importante, mesmo, e o Tempo não (pra quê contar muito?).
É preciso falar sobre você, para você mesma, que deve estar aí, entre aqueles que, um dia, poderão ler isso... Sabe, seu eu te inventei, é preciso que eu conte a sua própria gênese.
Por enquanto, salvo o texto em alguma pasta bem longe dos meus arquivos de poemas... Não quero que você salte de lá para cá e leia o que estou a escrever. Mas, talvez, você já esteja lendo. Acho que te citar te “presentifica”... Esse est percipi!
Talvez, você não estivesse aqui se eu escrevesse "ela"... É como se eu te chamasse, Naná!
Acho que preciso escrever sobre nós, mais do que nunca... E acho também, para os devidos fins de esclarecimento, que faltou oxigênio no meu cérebro, depois de sucessivas crises... Eu me acho normal, mas isso pode explicar algumas questões.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Quem tu asma...
Tu me amas... Ou tu me asma?
As mais sóbrias aspirações se dão no ápice da asma, quando falta oxigênio ao cérebro.
Você, menina, que tantas vezes tirou o meu fôlego, e a vontade de manter viva minh’alma se torna a menor das minhas necessidades. É preciso aspirar o respirar. Devagar, calmo, abrir-se por dentro, convidar o ar para entrar. Já não me preocupo em te seduzir... Ora respiro, ora não... Sou apenas um boneco de barro, é preciso que um deus misericordioso sopre fôlego em meus pulmões. Ora oro por hora, para ver se o deus vem logo, andando sobre águas de soro para me sarar, com bafo quente, e hálito de bromidrato de fenoterol.
Aqui está, marrom como a terra, este boneco... Poderia o meu sofrimento dar prazer ao deus? Poderia eu roubar, para mim, dEle uns suspiros, pros meus pulmões? Sinto-me mais sedutor do que nunca, mas Ele não vem.
Um coração partido, certamente, mas não sei se posso dizer que é por você. Veja bem, a minha caixa torácica, de Pandora – que tantas vezes você abriu por mera curiosidade –, se aperta, sem esperteza, para segurar o fôlego em meus pulmões... Não por amor a mim, pois me parte o coração numa dor mortal pela vida, mas tão somente por capricho para com o arzinho que puxou, com esmero sacrifício.
Meu corpo ri de mim... Acho que pelo passado, em que te aspirava e te “re-aspirava” quando, mais de uma vez me negou. Hoje não respiro e por um instante não te aspiro. Parece uma troca justa; divina.
Só respirar é necessário...
As mais sóbrias aspirações se dão no ápice da asma, quando falta oxigênio ao cérebro.
Você, menina, que tantas vezes tirou o meu fôlego, e a vontade de manter viva minh’alma se torna a menor das minhas necessidades. É preciso aspirar o respirar. Devagar, calmo, abrir-se por dentro, convidar o ar para entrar. Já não me preocupo em te seduzir... Ora respiro, ora não... Sou apenas um boneco de barro, é preciso que um deus misericordioso sopre fôlego em meus pulmões. Ora oro por hora, para ver se o deus vem logo, andando sobre águas de soro para me sarar, com bafo quente, e hálito de bromidrato de fenoterol.
Aqui está, marrom como a terra, este boneco... Poderia o meu sofrimento dar prazer ao deus? Poderia eu roubar, para mim, dEle uns suspiros, pros meus pulmões? Sinto-me mais sedutor do que nunca, mas Ele não vem.
Um coração partido, certamente, mas não sei se posso dizer que é por você. Veja bem, a minha caixa torácica, de Pandora – que tantas vezes você abriu por mera curiosidade –, se aperta, sem esperteza, para segurar o fôlego em meus pulmões... Não por amor a mim, pois me parte o coração numa dor mortal pela vida, mas tão somente por capricho para com o arzinho que puxou, com esmero sacrifício.
Meu corpo ri de mim... Acho que pelo passado, em que te aspirava e te “re-aspirava” quando, mais de uma vez me negou. Hoje não respiro e por um instante não te aspiro. Parece uma troca justa; divina.
Só respirar é necessário...
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