O
que sou eu se não sou uma mulher?
Uma
mulher doente, com o corpo fragilizado?
Talvez
só exista eu... O único do gênero. O masculino das letras, a encarnação do “O”
ao final de cada palavra; e de meu próprio nome. Aquele que tudo generaliza e
congrega em torno de mim. Eu sou um amém que erige rijo e herege, aos céus a
minha carnal glória, o meu íntimo louvor. Eu sou a carne do “O”... O amém
carnal... Homem. Assim hão de me chamar. E, onde eu estiver, minha potência
dominará em ações e em palavras.
Dirigi
o meu amém para o céu, e quem estava lá para ouvi-lo?
Eu
sou o Homem, e eu encerro toda a humanidade, este substantivo feminino, em mim.
Amém, seja esculpido o meu busto e pendurado nas estrelas. Peça a mim no futuro,
e já terá sido no passado. O meu eu singular alcançará a plenitude e a pluralidade
nele. Aquele a quem hão de pedir, já deu em magnificência e pluralidade...
Deu... Deus.. Assim, seja. Amém.
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