sábado, 17 de agosto de 2013

II. A Primeira ereção

O que sou eu se não sou uma mulher?
Uma mulher doente, com o corpo fragilizado?
Talvez só exista eu... O único do gênero. O masculino das letras, a encarnação do “O” ao final de cada palavra; e de meu próprio nome. Aquele que tudo generaliza e congrega em torno de mim. Eu sou um amém que erige rijo e herege, aos céus a minha carnal glória, o meu íntimo louvor. Eu sou a carne do “O”... O amém carnal... Homem. Assim hão de me chamar. E, onde eu estiver, minha potência dominará em ações e em palavras.
Dirigi o meu amém para o céu, e quem estava lá para ouvi-lo?

Eu sou o Homem, e eu encerro toda a humanidade, este substantivo feminino, em mim. Amém, seja esculpido o meu busto e pendurado nas estrelas. Peça a mim no futuro, e já terá sido no passado. O meu eu singular alcançará a plenitude e a pluralidade nele. Aquele a quem hão de pedir, já deu em magnificência e pluralidade... Deu... Deus.. Assim, seja. Amém.

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